Uma noite

Dark_Hina

Contato: larasephora@hotmail.com

 

Traduzir página Web de:

 

 


Disclaimer: Xena não me pertence, história feita sem fins lucrativos.

 

Eu sei mais que ninguém o que um toque pode fazer à sanidade de um ser, eu aprendi do jeito mais prático: sentindo-o. Nunca me esquecerei daquela noite, onde apenas um olhar fez meu mundo virar ao contrário, onde minha compreensão perdeu-se, convicção foram-me tiradas, onde tudo mudou.

Que me perdoem os Deuses se naquela noite eles não conseguiram chegar nem aos pés da perfeição daquela morena... Seus cabelos negros emaranhados caídos como uma cascata sobre seu rosto, nem Afrodite podia ser mais bela, nem Ares podia ser mais perverso que ela quando me instigava a desejá-la.

Ela tomou minha mão na dela enquanto estávamos deitadas lado a lado; olhou-me nos olhos com sua cabeça erguida e com a outra mão aproximou-se lentamente da minha bochecha em uma carícia inocente... Ou nem tanto...

Dizem que sou pura, que meu rosto reluz bondade... Entendam, nada é mais sereno que águas calmas de um oceano cristalino, certo que ele pode afogar em sua intensidade, mas desperta uma excitação boa à vista, imunda por dentro com algo bom... E era isso que eu prezava em seus olhos, sedutores charmosos, pretensiosos mesmo em sua nulidade de expressões quando queria.

Sem perceber, seu corpo esguio estava sobre o meu; sentada em meu ventre, seu sexo sobre minha pele, os cachos emaranhando-se com meus pelos, suas mãos, uma em minha face e a outra lhe servindo de apoio para seu corpo não pesar tanto sobre o meu.

Não soube o motivo daquilo, nem queria saber, e seja qual for obrigada aos Deuses por existir.

De fato, tudo aquilo era inesperado, mas foi minha salvação; fazia quase um ano e meio que estávamos viajando juntas, e naquele tempo todo só havíamos trocado um mero e único beijo, e, do nada, ela estava lá, sobre mim, despertando um lado meu que nem conhecida, despertando o meu corpo de um jeito que eu nunca poderia sonhar... E só eu sei o quanto eu sonhei com ela, com meus dias indo e vindo sem nunca tocá-la, senti-la, apenas juntas como amigas, confidentes, amantes em pensamento.

Seus lábios encontraram os meus, enquanto sua mão desceu pelo meu corpo até a minha, entrelaçando-se.

Senti a língua áspera penetrando minha boca, seu gosto doce, seu movimento lento, o hálito quente em minha garganta, enquanto eu absorvia e pedia cada vez mais em pensamento seu sabor.

Ela parou contra minha vontade.

Ainda tínhamos ar e mesmo assim eu estava ofegante.

Seus olhos encontraram os meus e com sua expressão de calma me perguntou como em um sussurro.

- Você quer que eu pare? - Minhas mãos trêmulas pela surpresa e geladas pelo beijo foram trepidantes até o rosto angelical da minha guerreira.
- Eu sei que você ainda nem começou. - Um singelo sorriso formou-se no canto de seus lábios.

Xena mexeu seus quadris molhando minha barriga. Sua mão subiu pelo meu corpo pousando em cima de minha blusa verde, enroscando a ponta dos dedos no laço que a segurava em meu corpo. Escorregou a mão pelo resto do tecido sentindo o bico dos meus seios enrijecerem sob seus dedos. Corei veemente.

- Não se envergonhe... – Ela disse sem tirar os olhos de suas mãos. – Acha que eu estou indo rápido demais? – Balancei a cabeça.

Eu entendia perfeitamente tudo que Xena fez em seu passado, e sinceramente não acho que para ter tantos homens a seus pés ela era uma amante muito “normal”, até seu olhar é selvagem, indomável, sua presença é excitante; ela estava sendo tão rápida quanto uma tartaruga.

E por alguns instantes não seria errado pensar que ela estava com medo de me machucar.

- Você está rápida como uma lesma... – Disse para provocar, arrancando dela apenas o som de uma risada baixa. – Você está com medo de que? – Suas mãos subiram no mesmo instante para meu rosto, acariciando minhas bochechas.
- Tenho medo de não gostar. - Seus olhos encararam os meus por aquele meio instante. - De me pedir para parar no momento que eu estiver em êxtase, e eu simplesmente não poder parar. – Ela engoliu a seco quanto terminou de falar.

Quando envolvi suas mãos em meu rosto, eu me sentia tão segura, do mesmo jeito quando me abraçava; uma barreira inviolável se formava em volta de nós e eu sabia que ela não me deixaria sofrer, que perto dela eu sempre estaria segura e a salvo, porque eu sempre soube do seu amor, e que ele jamais me deixaria sentir dor propositalmente.

- Quando esse momento chegar me avisa? Por favor. – Ela finalmente deixou a gargalhada soar.
- É? Por quê?
- Para eu poder gritar seu nome. - Ela desceu sua cabeça sobre mim, seus beijos desceram até meu pescoço me causando arrepios. – Eu quero te fazer feliz.

Sua cabeça ergueu-se repentinamente. Eu já observei todas as emoções nos olhos de Xena, mas aquela que eles esboçaram quando voltaram a me encarar era o mais próximo que eu já presenciei de terror. Estavam submergidos em um misto de medo e... Culpa?

- Você me faz feliz sem precisar disso. – Sussurrou engolindo a seco. – Desculpa... – Ela levantou-se de cima de mim, sentando em sua manta, que sempre estava junto à minha.

Observei atônita ela preparar-se para dormir, arrumando a manta e o travesseiro improvisado de panos como se não tivéssemos feito nada, como se ela não tivesse feito nada.

Eu não estava fazendo nada contra a minha vontade.


- Eu não estava fazendo nada que eu não quisesse. – Ela se virou para mim, levando a mão até meu rosto, com um fraco sorriso, um amarelado sorriso nos lábios.
- Não, não estava.

Segurei seu pulso quando ela foi tirar a mão do meu rosto, me erguendo e sentando ao seu lado, segurando-o. Seu rosto ainda estava virado em minha direção e seus olhos acompanhando minhas mãos, que levavam as dela para a minha saia, os olhos dela voltaram-se aos meus, seu semblante duvidoso perscrutava uma permissão dos meus para invadir o oculto pelo tecido com os dedos. Duvidosa, hesitando ela deixou-se avançar por baixo do pano, tocando na umidade entre minhas pernas, contentando-se em simplesmente sentir a água que escorria pela ponta do seu dedo.

- Você não está me obrigando a nada, eu quero.

Sua cabeça inclinou-se para o lado e senti seus dedos moverem-se por minha água, mas não se atreveram a aprofundar, sendo o suficiente para me deixar ainda mais gélida.

Ela retirou a mão, e eu não tive coragem de segurá-la.

- Não. – Disse para si mesma.
- Poucos minutos atrás você estava em cima de mim.

As mãos de Xena saíram e recebi um olhar fixo no fundo dos meus olhos.

- Nossa amizade é importante demais para mim.

Senti minha testa enrugar.

- Xena, somos amigas, nunca vamos deixar de ser, mas como um todo, ela acabou. – De primeiro impulso aquelas não foram bem as palavras certas. Por alguns instantes vi as sobrancelhas arquearem e seus olhos se perderem nos meus. Sua engolida a seco foi tão profunda que deve ter sentido a aspereza da garganta... – Ela virou amor, Xena... – Só então, depois de ver algo que pareceu desespero em sua face, pude completar. – Um amor entre duas pessoas, com desejos.

Não sei se foi o alívio que eu vi em sua face, ou se era o que eu estava sentindo naquele momento. Falar aquilo de certa forma aliviou meus ombros. Seus olhos voltaram a encarar os meus, mas eles estavam diferentes, o mar manso estava se agitando.

- Amizade é um tipo de amor. – Ela respondeu.

Eu queria que aquilo acabasse logo, que ela deixasse de falar e usasse sua boca para algo mais útil, por exemplo: me beijar; que não tivesse mais nenhuma dúvida, que seria ali e agora, sem mais nem menos, e só por causa dele, de nosso amor.

- Nosso problema é a distância, Xena. – Levei minhas mãos até seu rosto magro, e escorreguei até sua boca. - Sua boca está muito longe da minha. – A trouxe até mim com um puxão, encostando nossos lábios. Dane-se o juízo, eu a queria, eu a teria. - Eu te amo. - Ela me envolveu pela cintura voltando a tomar meus lábios, me jogando nas mantas no chão ao lado da fogueira e foi engatinhando sobre meu corpo alinhando nossos olhares.
- Você está assustada. – Ela falou em um sussurro. – Você tem medo disso.

Meus olhos esperavam curiosos pelo próximo movimento dela de tal forma que chegavam a se arregalarem, mas eu não estava com medo.

- Eu estou excitada, é diferente.

Ela exibiu um sorriso descrente.

- Claro, você deve estar ensopada. – O sorriso desapareceu quando ela de uma vez puxou os laços que prendiam a blusa ao meu corpo, sua cabeça desceu ao meu pescoço depositando beijos em toda sua extensão de uma forma tão doce que até desconfiei que pudessem ser capaz de morder ou ferir alguém.

O suor de suas mãos em meus seios, massageando-os. As mesmas mãos capazes de quebrar uma coluna e levantar uma pesada espada eram capazes de produzir o êxtase do prazer.

Acho que uma inundação ocorria por entre minhas pernas, sentia minhas cochas se contraírem. Aquelas pequenas explosões de prazer simultâneas que aconteciam entre minhas pernas estavam retirando o que me restava de sanidade e só com sua aproximação eu sentia aquilo.

Talvez ela estivesse certa, só talvez, eu estivesse com medo, mal tinha me tocado e eu estava daquele jeito.

Seus beijos desceram até acima de meus seios, mas ela não os tocou com os lábios, eles estavam acariciando os bicos rígidos e rosados, bom, eu toda estava rosada, aliás, vermelha-pimenta.

- Eu posso...? - Ela fez a pergunta sem me encarar nos olhos, eu acenei com a cabeça, mas ela não viu, estava o que parecia ser fascinada com a vista, minhas bochechas queimavam toda vez que eu percebia seu olhar admirando meu corpo.
- Sim. - Soltei baixo arqueando as sobrancelhas. Tive a atenção dela por alguns instantes antes de começar a beijá-los, lambê-los. Gemi baixo com meus lábios abafando o som, achei que meu corpo explodiria.

Sua língua áspera era rápida, firme, movia-se de tal maneira que fazia meus seios latejarem ao toque.

Meus seios estavam úmidos com sua saliva, ela tocava delicadamente, os beijava por igual, enroscava a língua nos bicos e mesmo assim não os mordiscou em momento algum, mesmo quando os apertava era com suavidade, mesmo querendo, conteve-se... Ela não queria me machucar, já tinha certa certeza que eu estava assustada, ela não podia parar e nem tão pouco me machucar.

As pessoas dizem que quando se respira fundo é possível se acalmar, quem quer que seja o infeliz que tenha dito isso não tinha uma boca tão habilidosa como a de Xena para lhe chupar... Ela estava sugando até minha última gota de controle.

Eu estava suando frio, tendo certeza que meus peitos estourariam em poucos segundos de tanta excitação, foi quando eu senti que uma de suas mãos largou meu mamilo e desceu até minha saia, invadindo-a e levando-a para baixo consigo, tocando em meus cachos. Um dedo atrevido molhou-se no gotejo de minha umidade... Aquela noite eu perderia a cabeça de tanto prazer, e o que seria melhor, aquele era um momento único entre eu e minha princesa guerreira, minha Xena não era de mais ninguém, ela tomaria pra si o que lhe pertencia e eu também. Somos uma da outra e depois daquela noite, quando ela finalmente me possuir, ninguém diria o contrário, porque é assim que deve ser: mais que amigas, amantes, pela eternidade como o tempo e suas consequências...

Ela puxou de uma vez minha saia, cheguei a pensar que a rasgaria... Estava nua com ela sobre mim e o vento me causando calafrios; sentindo-me cada vez mais molhada e seus olhos cada vez que se perdiam em minhas curvas me deixando ainda mais excitada, de um jeito que eu nunca imaginei que ficaria.

- Eu posso...? - Não deixei terminar.
- Pare de perguntar o que pode ou não fazer, apenas faça!

Não sei o que tinha sido daquela resposta, mas foi ela que se fez presente em meus lábios.

Xena ficou de joelhos entre meu corpo, ela parecia ainda maior do que de costume.

- Não precisa ser assim se não quiser. – Ela atreveu-se a dizer.

Ela não entendia mesmo, eu queria assim, seria assim. Ela me possuía e eu a tinha, ela deveria tomar o que é dela, todos ficariam felizes, ela ficaria feliz, EU ficaria feliz e assim seria!

Tomei suas mãos nas minhas.

- Eu te amo! Quantas vezes eu vou repetir?
- Quantas vezes forem necessárias para eu ter certeza que não te machucarei.

Segurei em suas cochas levantando um pouco sua saia de couro.

- Me diga que não, me faça acreditar, que não quer. Você não vai me machucar. Até agora só me protegeu, o que te faz pensar que agora me machucará? Eu te amo, Xena, quantas vezes eu vou repetir, quantas vezes você vai ignorar o tamanho dessas palavras?

Ela ficou ereta segurando minhas mãos, levando-as até sua cintura coberta pelo justo espartilho de couro. Eu já não sabia mais o que era sanidade, só entendia e compreendia o que era desejo.

Xena largou minhas mãos e se afastou, fechei meus olhos quando senti suas mãos no meio de minhas cochas abrindo-as, tinha curiosidade de saber o que se passava, o que faria, de ver seu olhar, o que sua expressão escondia, mas a coragem era pouca e os batimentos cardíacos muitos e acelerados.

Eu senti o primeiro toque por entre a inundação. Não há palavras que consigam descrever a sensação... O toque era suave, ao mesmo tempo firme, meio áspero e quase tão molhado quanto eu... Ela me provou e me lambia saboreando minha água e meu sabor... Meus gemidos eram baixos, e cada um mais incentivador que o outro, para encorajá-la.

“Apenas faça”
. Aquilo estava soando em minha cabeça, irritante, mesmo em um momento como aquele minha cabeça conseguia se dispersar em asneiras. Mas ela realmente estava fazendo! Hesitante, calma, controlando-se, mas estava fazendo.

Ela massageou minhas cochas antes de se aprofundar, seu toque foi quente, ou seria eu que estava muito gelada?

Me contive quando ela começou.

A língua foi reta, fundo... Tudo naquela mulher era grande, movi meus quadris involuntariamente, suas mãos agarraram com força minhas cochas e eu sentia o movimento de sua cabeça por entre minhas pernas que fazia sua língua ir longe.

Estávamos fazendo uma coisa tão mais íntima que sexo, estávamos fazendo amor, demonstrando nosso amor através de gestos, tão particulares e íntimos que só alguém no qual se confiaria a vida poderia ter a liberdade de fazer... Minha vida era dela e para ela, toda e completamente dedicada.

Senti o vento frio bater em meu sexo molhado, seus dedos me abriram para sua língua passar mais fundo, novamente os sinos da redenção soaram, a cada penetrada sentia sua língua me empurrar para os Elísios, uma mortal me guiava para o paraíso.

Em seguida eu senti um toque liso, seus dedos me tocaram por dentro, mas não se aventuraram, jogou-se em cima de mim me beijando para poder continuar e confesso que assim me senti melhor. Ela me invadiu com seus lábios nos meus, sua língua na minha.

Xena ia e vinha dentro de mim, e quando ela me encarou nos olhos, com um meio-sorriso no rosto ela disse em um sussurro:

- Essa é a hora de gritar meu nome.

 

 

 

Fim