By Bra Pirate

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- Não consigo dormir... Acho que me acostumei com você na cama. – respondeu a voz cansada da loirinha.
- Ah...
- Mas se você quiser, eu saio para deixar você dormir be...
- Não. Fica! – pediu a pirata segurando o braço da loirinha.
O beijo veio tímido, no balanço das ondas do mar. Os lábios se tocaram de leve, roçando com carinho. A pirata não resistiu a explorar a boca da loirinha com sua língua quente, que foi recebida com carinho naquela boca macia e gostosa. Annabell gemeu quando a pirata segurou sua nuca e sua língua acariciava a sua.
            -Simitry... – gemeu a loirinha enquanto a pouca roupa que vestia foi arrancado pela pirata num só puxão.
            -Shh... Nenhuma palavra.- respondeu Simitry beijando o pescoço da loirinha.
            -Aah...- gemeu Annabell sentindo a boca da pirata descer até um dos seus seios e abocanhá-lo com gosto.- Me faz sua, agora, não agüento.
Simitry acordou assustada.
            -M E R D A!- exclamou a pirata dando socos na cama. Mais uma vez ela havia tido aquele sonho com a loirinha. Sonho tão gostoso, aaah!
“Para com isso Simitry! Fica ai pensando coisas desse tipo com a pobre da Annabell! Coisa feia! Bad Simitry! Bad! Pirata feia, feia! Pirata subindo pelas paredes... Ai pelas barbas de Netuno, por que me sinto assim com essa menina?”. A pirata ficou se remoendo na cama antes de se decidir por levantar e enfrentar mais um dia de pirataria! Arr!
Na cabine do lado Annabell acordou num sobressalto: outro sonho louco com Simitry. E por Netuno, como ela havia ficado molhada. A loirinha encarou a umidade entre suas pernas com vergonha, como ela poderia ter sonhos assim com a pirata? Logo Simitry que havia sido tão boa em salvá-la daquele casamento horrível e daquela vida entediante, lhe oferecendo uma vida maravilhosa e excitante no seu navio pirata. “Bad, bad loirinha! Coisa mais feia! Mas que é gostoso aquela umidade... Ai...”.
            -Annabell? Você já acordou?- chamou Simitry batendo na cabine da loirinha.
            -Já! Estou me vestindo.- respondeu Annabell pulando da cama para se vestir.
            -Ahn... Tá bem eu espero aqui.
            -Não quer entrar?
            -Você acha apropriado?
            -Bom... Você tem tudo que eu tenho não é?
            -Ahn... Tecnicamente sim, mas é de tamanho, forma e cor diferentes...
            -Que?
            -Nada. Deixa pra lá.
            -Pronto.- falou a loirinha abrindo a porta.
            -Tá linda.- sorriu Simitry beijando-lhe a face.
            -Ah... Normal, a mesma roupa de pirata de sempre, penteado de sempre... Não se pode variar muito vivendo num navio pirata. E não estou reclamando.
            -Melhor mesmo... Hunf!- resmungou fingindo estar irritada com a possibilidade da loirinha reclamar da vida de pirata.
            -Bobinha!- riu Annabell salpicando um beijo na pirata.
            -Epa lá! Respeita a capitã sua loira infame.- riu Simitry dando um abraço super apertado na loirinha.
            -Ah! Tá me sufocando!
            -Tá nada! Você gosta do meu abraço, admite!
            -Se não o que? Você vai usar essa sua espada grande pra me fazer andar na prancha?
            -Olha que eu uso heim?
            -Meu Deus! Arranjem um quarto.- gemeu Plumbs.
           
            -Como assim? – perguntou Annabell se virando pra ele confusa.

            -Aff... E você o que quer? Andar na prancha também, seu fuinha? – resmungou Simitry.        
           
            -Eu na verdade estava apenas de passagem. Por mais que eu seja um rato de cozinha, ás vezes sinto essa vontade de sair um pouco da cabine e tomar um sol. – respondeu Plumbs com um sorriso irônico.

            -Some da minha vista.- resmungou Simitry irritada com o atrevimento do pirata que saiu de perto das duas com uma rapidez notável.

            -O que ele quis dizer com “arranjem um quarto”?- perguntou Annabell que por alguma razão fazia contas matemáticas com os dedos.    

            -Ah Bell... Nada.

.......................

            -Não, não, não.- falou Simitry um pouco impaciente observando a loirinha com a espada.

            -Mas Simitry você falou no pulso e eu... – tentou se explicar Annabell repetindo o mesmo movimento.

            -Falei pra aliviar mais no pulso, você tá forçando. Olha.- falou Simitry se posicionando atrás da loirinha e segurando seu pulso - Alivia... Assim... Tá sentindo?
           
-Aaah. Meio pra trás né? Tô sentindo.

            -Quando eu falar alivia é pra fazer isso e não o contrário.

            -Então é pra por pressão e tirar a pressão?- perguntou Annabell virando seu rosto pra encarar o da pirata.

            -Isso. Bota pressão, tira pressão.- respondeu Simitry fazendo movimentos no pulso da loirinha.

            -Tira e bota, tira e bota... Acho que tô pegando.- sorriu Annabell.

            -Assim vocês me matam!- falou Plumbs assustando as duas piratas e fazendo a espada que estava na mão de Annabell voar longe - Bota e tira?

            -Plumbs de onde diabo você saiu? Não deveria estar na cozinha?- ralhou Simitry indo arrancar a espada que havia se enfiado num dos mastros do navio.

            -Hoje é meu dia de sair da cozinha, como eu já disse antes, e por mais que a loirinha tenha suas regalias eu não abro mão do meu diazinho de sol.- respondeu o pirata.

            -Ah então eu vou ter que ir pra cozinha Simi, não pode ficar sem ninguém lá.- falou Annabell já indo na direção da cozinha.

            -Nem pensar! Você não terminou de treinar com a espada ainda!- falou Simitry arrancando a espada com um puxão.

            -Mas Simi...

            -Loira fica!- falou Simitry apontando o dedo pra loirinha - FUINHA VAI! Se não pra cozinha, pro quinto dos infernos, mas sai de perto de mim! – berrou Simitry apontando a espada pra o pirata que saiu de perto das duas o mais rápido que pôde.

            -Bota e tira... Não entendi.- falou Annabell olhando para o movimento do próprio pulso.

            -Ah Annabell... Por favor também né?- resmungou Simitry guardando a espada na cintura da loira.

            -O que? – perguntou a Annabell confusa.
                       
-//-

            -Capitã!- chamou Broc batendo na porta da cabine de Simitry.

            -Já chegamos?- perguntou Simitry abrindo a porta.
           
            -Já, capitã.

            -Ótimo! Isso vai vir bem a calhar... Chame Plumbs e Annabell, será uma missão no mínimo interessante.

            -Sim senhora.- concordou Broc indo procurar os dois.

Pouco tempo depois houve batidas na porta da cabine de Simitry que foi abri-la sorridente.

            -Ah! Plumbs e Annabell, meus cozinheiros favoritos!- sorriu Simitry.
           
-Você nos chamou?- perguntou Annabell.      

            -Ah sim, sim. Primeiro deixe-me entregar essa mensagem aqui ao Broc.- falou Simitry se afastando.

            -Logo no meu dia de folga...- gemeu Plumbs.

            -Você nem sabe o que é.- falou Annabell.

            -Hunf... Só pode ser trabalho, vai por mim.- resmungou Plumbs.
           
            -Por que você é sempre tão preguiçoso?

            -Ah não enche loirinha. Só porque você tem os seus privilégios e mora, literalmente, no coração da capitã, não precisa dar uma de defensora dela tá?
           
            -Sabe que você fala umas coisas bem confusas? Sinceramente, está me irritando.
           
            -Não falo nada confuso! Você que não entende nada!

            -Como não? Eu sou bem inteligente!
           
            -Ah é mesmo? E como ainda não notou o que se passa entre você e a capitã? Por que você fica se fazendo de inocente?

            -Porque eu sou inocente!- disparou Annabell sem nem pensar.
           
            -É, até demais. Mas tá mais que na hora de perder essa inocência toda.
           
            -O que você quer...?
           
            -Os dois poderiam, por favor, se juntarem a mim aqui fora sim?- pediu Simitry na porta da cabine.

            -Estamos prontos capitã.- falou Broc dentro de um bote com mais outros 4 piratas.
           
            -Todos a bordo.- falou Simitry olhando para Annabell e Plumbs que olhou para a loirinha com um olhar de “Eu não falei?”. 
           
            -Vamos numa missão?- perguntou Annabell subindo a bordo do bote.
           
            -Se vamos! Mas é uma missão especial, um tanto quanto culinária e vocês dois são os únicos que podem me ajudar.- sorriu Simitry.

            -Ah...- suspirou Plumbs parecendo entediado e irritado.

            -Vamos Plumbs, você não perderia uma chance de ajudar sua capitã não é?- perguntou Simitry carinhosa.

            -Nã... Não capitã.- respondeu Plumbs meio confuso com o tom carinhoso da sua capitã e quase caindo do bote quando este deu um solavanco ao atingir o mar.

            -Ótimo. Pra ilha, por favor, Broc.- pediu Simitry – Bom, faz um tempo que meu velho amigo Cassius pediu a mim um favor. Na terra dele vai haver uma espécie de festival, aparentemente esse festival é bem popular e todo mundo participa. Esse ano Cassius queria uma novidade para incrementar as comemorações e recorreu a mim para conseguir tal coisa. Broc, olha os corais!
           
            -Não vamos bater Capitã, deixe comigo. Vocês a estibordo, por favor né?- falou Broc.

            -Então, como eu estava dizendo... Acontece que cabe a mim ajudar meu velho amigo nessa busca por uma novidade para seu festival. Contudo seu pedido foi um tanto quanto... Exótico e por isso eu vou precisar da ajuda de vocês dois, além é claro dos outros piratas aqui presentes para assegurarem nossa segurança e integridade física.

            -Arr!- responderam os piratas em coro.

            -Integridade física...- gemeu Plumbs baixinho.
           
-Nada que piratas destemidos como o Plumbs, por exemplo, temam, mas é apenas para precaver.- sorriu Simitry- Ah chegamos! Todos já sabem o que fazer não é mesmo? Vocês dois, por favor, me sigam.

Annabell e Plumbs seguiram a pirata pela praia até a mata da ilha, onde adentraram.
           
            -Plumbs, você já ouviu falar na ilha Sósso?- perguntou Simitry.          

            -Já sim.- respondeu o pirata desconfiado olhando em volta.

            -Pois bem, deixe-me explicar para Annabell que não deve saber, até bom que você relembra. A Sósso tem esse nome por conta de uma tribo canibal que a habita e quando pegam suas vítimas a engordam para depois sacrificá-la numa espécie de ritual pré-ceia. Mas o mais interessante é como elas engordam a pessoa: por meio de uma fruta nativa que só se encontra nesta ilha e que dizem tem um sabor tão maravilhoso quanto seu poder de engorda.- explicou Simitry.

            -Huum... Mas “Sósso” é o nome da fruta?- perguntou Annabell.
           
            -Não. A tal fruta não tem nome. Só se sabe que é gostosa e que engorda MUITO, assim como tudo que é gostoso.- suspirou Simitry.

            -E de onde vem o nome então?- perguntou Annabell.

            -Ah é porque das pessoas que eles comem sobra só o osso. Sósso.- respondeu Simitry parando – Aqui está bom.

            -Eu sabia disso.- resmungou Plumbs.

            -Claro que sabia, todo pirata experiente sabe. Não é mesmo Plumbs?- perguntou Simitry olhando para ele.
           
            -É sim. – falou Plumbs olhando para Annabell com olhar de superioridade.

            -Ótimo...- sorriu Simitry sacando seu revolver- Agora você vai experienciar in-loco.- falou ela dando um tiro.