O futuro presente no passado

Bruna Caetano

Contato: bruna_071987@hotmail.com

 

 

Traduzir página Web:

de

 


Esta é uma fic clássica e contém cenas de sexo entre duas mulheres, então se é menor ou homofóbico, o que você esta fazendo aqui? As personagens que somos viciadas pertencem a MCA/Universal/Ren Pics estão aqui não visando qualquer tipo de lucro.

Espero que gostem pois eu tentei imaginar como seria as almas de nossas heroínas em um único ser. Qualquer tipo de critica será bem vinda ou se simplesmente quiser falar a respeito, estamos ai!

Agradecimentos especiais às minhas amigas de Chat (Mary, Betinha, kaka, Day, Bru, Sah) e uma outra amiga BruneLLa, todas elas me ajudaram bastante com a estória.

Essa é minha primeira fic... Mais uma vez espero que gostem da idéia que eu tentei passar, de que Xena e Gabrielle de certa forma nunca morrerão.

Desde já grata

Bruna

 

 

 

1

 

As estrelas faziam companhia a uma enorme lua cheia; o clima era fresco.
Em uma clareira...
No acampamento pode ser visto espalhadas braçadeiras de couro, botas, junto ao chakram estavam os sais, no outro lado, uma armadura e uma espada...
Gabrielle está de pé, com as mãos nos quadris.
       
- Xena... Eu não agüento mais... Por favor... Chega!!! Diz em suplica.
       
A guerreira com seus olhos azuis brilhando em esperança.
       
-Hauuuum... Não... Está tão bom... Só mais uma vez vai... Por favor, eu preciso relaxar, então... Me ajuda vai?!

Cedendo ao pedido.

- Está bem Xena... Mas será a última!
-Você não sabe o quanto eu te amo Gaby! Depois eu faço em você! Diz Xena com um meio sorriso.

Gabrielle monta nas costas nuas de Xena. Com as mãos fazendo pressão, faz movimentos circulares, faz isso por alguns minutos.
       
- Huuumm... Mais forte Gaby... Mais forte...

Com a voz alterada devido sua irritação:

- Xena... Não dá! Suas costas estão como pedra!

Levantando das peles onde estava deitada:

- Ah Gabrielle, não exagera!
- Xena, minhas mãos doem... Elas não doem assim nem quando eu arranco os dentes dos bandidos!

Xena movimenta os lábios para falar, mas é impedida ao ver a mão erguida de Gabrielle em sinal de silêncio.
       
- Xena, você já tomou banho... Eu não!

Gabrielle se vira e vai em direção ao lago. Xena observa enquanto Gabrielle caminha com passadas largas em irritação. “Que mulher mais esquentada fui arrumar!” Pensa deitando-se novamente nas peles, passando a língua nos lábios, um sorriso malicioso surge:

- Acho que vou ter que domar essa fera! - ri silenciosamente.

Gabrielle tira sua saia e top e as pendura em um arbusto próximo ao lago, ela caminha até a água e levemente molha os pés, sente a temperatura agradável e resolve deixar a água acariciar seu corpo... Um pouco mais relaxada, após ter nadado, ela se recosta em uma pedra, reflete sobre a rotina que se tornou a luta contra o mal, não é que ela não gostasse mais de lutar pela justiça... Mas... Queria algo mais... Algo novo em sua vida e na de Xena. Sem perceber que estava sendo observada por Afrodite, terminou de se secar e foi ao acampamento. Xena estava deitada de costas para ela, pensou que ela já devia estar dormindo. Deitou do seu lado da cama e fechou os olhos, que não ficaram assim por muito tempo, pois se abriram ao sentir uma mão quente e macia acariciando sua perna e subindo. Gabrielle segura a mão de Xena:

- Hoje não, não estou bem!

Com o olhar em um misto de decepção e preocupação.

- Gaby... Que está acontecendo?! Você tem estado estranha. Estou preocupada com você!
- Eu estou bem... Só estou... Cansada...
- De mim... Completa Xena em tom de tristeza.

Gabrielle senta e Xena faz o mesmo, Gaby olhando dentro dos olhos de sua Princesa, com uma das mãos toma seu rosto.

- Eu nunca me cansaria de você... E nem ouse pensar nisso novamente.
- Então me diga o que há Gaby! Diz Xena tomando as duas mãos de Gabrielle nas suas.

Em um suspiro Gabrielle relaxa seu corpo, que já estava ficando tenso ao ver o semblante preocupado de Xena, ela pensa por um momento com o olhar baixo resolve desabafar.

- Tudo isso já virou rotina Xena... Todo dia acordamos, lutamos contra mercenários, salvamos aldeias... Sei que é o que nós fazemos, ajudamos as pessoas, mais eu queria que pelo menos um dia... Somente um dia... Fosse diferente.

Xena levanta o rosto de Gabrielle com uma das mãos, fazendo com que seus olhos se encontrem.

- Amor você está estressada! Estes dias não tem sido muito bons, temos tido algumas dificuldades, mas tudo ficará bem...

Aceitando a explicação de sua amada.

- É... Talvez eu esteja mesmo estressada!
- Amanhã ficaremos em uma ótima estalagem ok! Terá uma noite de rainha, mergulhada em um banho quente e relaxante.

Empurrando levemente a guerreira para que deitassem, ela a envolve em um abraço e apóia sua cabeça no ombro de Xena e começa a brincar com os cabelos longos e negros:

- Humm... Estou gostando disso... Mas o que você estará fazendo?
- Eu... Estarei providenciando que o banho quente seja realmente relaxante. Diz levantando uma das sobrancelhas com um meio sorriso.

Dando um leve tapa no estomago de Xena.

- Você só pensa nisso?! Colocando-se a rir.
- Nisso o que?! Fazendo um olhar de inocente. - Gabrielle... Eu estou falando de massagem!
- Sei... Diz Gabrielle com um olhar que esboça claramente “me engana que eu gosto”.

A noite se torna dia e Gabrielle acorda com o cheiro de café da manhã. Espreguiçando-se.

- Huum que cheiro delicioso!
- Será que é o meu perfume?! Brinca Xena.

Aproveitando-se que esta estava sentada em um tronco tombado, ela a abraça por trás, da um leve beijo no pescoço da Guerreira e não se distanciando do local respira fundo.

- Não... Mas também é um cheiro delicioso!
- Vem... Senta e toma seu café!

Do outro lado da clareira, uma jovem mulher caminha sem um rumo, claramente perdida, ela pára subitamente ao ver um grupo de cinco homens, que deixa bem claro que há meses não tomavam banho, pois suas roupas estavam sujas, se existiam unhas estavam sendo corroídas pela sujeira, os dentes, os que não estavam amarelos ou negros, não existiam. Encurralavam uma pequena menina. A jovem mulher começa a andar um pouco mais rápido, mas prestando atenção em cada movimento dos homens, eles a olham com desejo fazia tempo que não viam uma mulher, um deles se põe à frente, mostrando ser o líder do bando.

- O que uma moça linda feito você, faz por aqui hein?!
- Por favor, deixe-a passar! Diz a jovem mulher parando.
- Você pode passar... Fala o homem estendendo uma das mãos indicando o caminho, mas antes que a mulher passe, ele a prende. - Mas terá que pagar! Antes que todos notem, a menina consegue fugir.

Se debatendo.

- Me solta... Eu não tenho como lhes pagar, não tenho dinheiro!

Com um sorriso malicioso em cores amarelo e negro:

- Quem disse que precisa ser em dinheiro!

Os outros quatro homens riem só de pensar em que podem fazer com “o novo brinquedinho”. O líder a puxa para mais perto de seus companheiros, mas logo pára, sem entender porque havia parado, ele volta seus olhos a garota, esta não se debatia mais e se colocava em uma postura de desafiante.

- Que foi... Você quer lutar comigo?! Pergunta o homem com o olhar desacreditado.
- Só se você não estiver com medo de apanhar de uma garota feito eu! - diz erguendo uma das sobrancelhas com um olhar desafiador.

O homem solta a garota e coloca-se a rir como um louco, ele desembainha sua espada, com isso a mulher da um passo para trás.

- Não, não lutarei com espada, não quero estragar esse belo corpinho, mas como você está pedindo por uns tapas terei prazer em dar. Diz jogando a espada de lado.

Os outros quatro homens se divertem com a situação, “isso, dá uns tapas nela... pega ela” era o que eles diziam.

O homem começa a rodear a garota, olhando cada detalhe do que podia ser visto sob as roupas, ele para em frente a ela e lhe dirige um soco de direita, ela se esquiva e com uma velocidade lhe da um soco no estômago. O homem sente dor, da uma leve tossida, mas tenta não demonstrar, ele se recupera rapidamente e vai em direção a garota no intuito de agarrá-la, adiantando um passo ela ergue seu braço e com a palma de sua mão atinge o nariz do homem, o que o faz cair de dor.

- Sua vadiazinha desgraçada! - gritando aos companheiros que riam de tudo. - Acabem com ela seus miseráveis!

Xena ouve o grito do homem e toda a correria.

- Gabrielle...
- Eu sei... Vamos. - diz pegando os sais e jogando o chakram para xena.

Xena observa Gabrielle correr passando sua frente.

- Está bem disposta hoje?
- Só quero acabar com tudo isso e ir para meu banho quente e relaxante!

Ao chegarem, a guerreira pára em um local para observar o que estava acontecendo, e segura Gabrielle que estava indo adiante.

- Que foi Xena não vai ajudar?!
- Olha... Diz a guerreira indicando o local com a cabeça. - O que você vê? Continua falando baixo para não ser notada.

Gabrielle dá à Xena um olhar que traduz claramente “não acredito no que você está perguntando?”

Entendendo aquele olhar.

- Apenas olhe Gabrielle!
- Xena a garota está cercada!

Xena faz um sinal para Gabrielle ficar quieta e indica para ela continuar a olhar.

A garota está cercada pelos cincos homens e todos eles com a espada em mãos, eles giram as espadas. Um deles vai pra cima, e com um chute circular a garota o desarma ela gira e novamente com um outro chute o atinge bem no rosto fazendo que o homem girasse no ar antes de atingir o chão, ela esboça um sorriso de divertimento.

- Xena... Ela está gostando! - diz Gabrielle com um olhar desacreditado.

Xena mostra um sorriso ao ouvir Gabrielle, mas não tira os olhos dos movimentos da garota, notou que a garota não tinha muita técnica, mas tinha força e que sabia muito bem utilizar isso.

Outro dos mercenários vai encima da garota, ele faz um movimento de cima para baixo com a espada, a garota se desvia indo parar atrás do homem, dando-lhe um chute, fazendo-o bater numa arvore. O líder empurra seu ultimo comparsa que ainda estava de pé para a garota e antes que esse girasse a espada é atingido por um soco no estômago, largando a espada, ele se abaixa encontrando um joelho, que lhe deixa caído ao chão.

O líder se irrita com a incompetência de seus comparsas, e fervendo em fúria, faz com que os outros que já estavam levantando, com um sinal a agarre.

Xena começa a se levantar ao ver dois dos homens segurar a garota.

- Vamos... Chegou a nossa vez!
- Até que enfim! Por Zeus estava ficando agoniada! - diz Gabrielle desembainhando seus sais.

Aproveitando-se que a garota estava presa, o líder descarrega socos em sua barriga e rosto:

- Isso é pra você aprender a não me desafiar sua vadia vagabunda!

Dando seu grito de guerra em meio aos saltos, Xena pousa atrás do líder.

- Olá rapazes será que eu e minha querida amiga podemos brincar. - diz em um sorriso.

Os dois homens que seguravam a garota a soltam e pegam rapidamente suas espadas, enquanto estes vão pra cima de Gabrielle, os outros três lutam com Xena, que facilmente apara todos os golpes que lhe são dados. Gabrielle se desviando de um golpe de espada, aproveitasse de sua posição e afunda um sai na coxa do homem, este grita em dor e agonia, Gabrielle se levanta ao perceber o olhar de aviso da garota ensangüentada caída ao chão, ela se vira, abaixa e gira com uma perna esticada dando uma banda no homem. Que cai.

Xena em meio a risos:

- Rapazes eu achei que comigo vocês iriam lutar bem, mas a menina acabou com vocês não foi?!

Ela gira sua espada e apara os dois ataques, que se não fosse aparados lhe atingiriam as pernas, com um movimento rápido ela atira suas espadas longe e com um chute circular ela desarma o outro, dando um mortal para frente ela pousa e chuta dois ao mesmo tempo, que caem inconscientes ao chão, ela da uma banda no terceiro, que cai. Gabrielle vira sua atenção para a garota que já estava quase fechando os olhos em fraqueza, e a coloca em seu colo. Xena faz o homem dormir um pouco mais cedo, e vai em direção ao que estava mais próximo de Gabrielle, antes que esse se levantasse completamente, se depara com uma espada entre seus olhos e uma voz firme:

- Se quiser continuar a viver, corra! 

Xena e Gabrielle levam a garota para o acampamento, para cuidar de suas feridas.

Xena não deixa de notar as roupas diferentes da menina, que não usava armaduras, e nem as roupas típicas daquela cidade, usava calça jeans, uma blusa no estilo baby look preta e tênis.

- Xena, de onde será que ela vem? Pergunta a barda como se adivinhando os pensamentos da Guerreira.
- Não sei... Essas roupas são bem diferentes, nunca havia visto!!!
- Também não... Mas gostei dos sapatos dela, parece forte e confortável... - diz Gaby rindo um pouco, mas não deixando de cuidar das feridas da menina.

Após terminarem com os cuidados a menina, Xena resolve ir pescar o almoço, um pouco chateada ao se dar conta de que não passaria a noite em uma estalagem, como queria. Gabrielle fica no acampamento, observando o estado da menina, que estava inconsciente; ela não deixa de notar a beleza da garota, que apesar de estar com o rosto inchado, se mostrava sereno e tranqüilo, tinha a pele morena, estatura média, cabelos castanhos abaixo dos ombros provavelmente... A analise de Gabrielle é interrompida ao notar que a menina acordava, mas fica encantada ao notar que os olhos da menina foram de um azul ao verde em segundos.

- Que... Houve?! Onde eu estou?! - diz a menina com a voz fraca.
- Você foi atacada por alguns mercenários... E Você está na Grécia!

Se alterando ao ouvir o nome do local, a garota se levanta, cambaleando:

- Grécia... Grécia... Ah... Fala sério!!!

Gabrielle confusa:

- Falar o que?

Ela responde:

- Sério!...
- Você tem que descansar... Levou uma baita surra!

A menina começa a sentar-se, ela balança levemente a cabeça tentando ordenar os pensamentos, o que não consegue.

- Como eu vim parar... Na Grécia?!
- Você não sabe?!... Pelo menos sabe qual é o seu nome?!

A garota pensa por alguns instantes, pensa e repensa e chega à conclusão de que não sabe, não se lembrava de nada e nem de ninguém; mas tinha a sensação de conhecer Gabrielle, de alguma forma. Xena retorna de sua pescaria. Deixando a garota confortável, Gabrielle vai até a guerreira que trazia uma dúzia de peixes, o que era muito, apenas para elas três.

- Xena... Para que tantos peixes?!

Colocando os peixes em um local, se vira para Gabrielle:

- Como ela está?
- Ela não se lembra de nada... Não se lembra de onde veio, e nem quem é... Será que isso ocorreu devido à surra que levou?

Xena pensa brevemente, enquanto da os peixes a Gabrielle:

- Não... Acho que não, ela apanhou, mas não foi o suficiente para causar essa reação.
- Ta... Agora me diz, pra que tantos peixes Xena?!

Se virando como quem não quer tocar no assunto:

- Por nada!!! É melhor sobrar do que faltar!
- Xena, conta outra... - diz Gabrielle não acreditando na explicação.
- Eu... Fiquei frustrada só isso. - diz saindo de perto de Gabrielle.

Indo atrás de Xena:

- Frustrada com o que?

Xena puxa Gabrielle para um canto, onde não podem ser vistas pela garota, que as observava confusa.

- Gabrielle... Eu queria uma noite, só nossa e agora nós não vamos ter!

Colocando uma mão no rosto de Xena, acariciando:

- Teremos outras noites! Agora vamos... Enquanto eu limpo os peixes, você vai conhecê-la!

Elas saem do local e vão em direção a menina que estava de pé.

- Oi... Nós não nos apresentamos... Eu sou Gabrielle e esta é minha amiga Xena. - diz indicando.
- Oi... Não sei quem eu sou e nem de onde venho, o que me deixa bastante irritada e pra piorar, tenho a impressão de que conheço vocês... Muito!

Xena e Gabrielle se olham, como se lessem os pensamentos uma da outra, e as duas em uníssono:

- Você precisa descansar!!!

Se aproximando delas:

- Olha, eu sei que pareço louca, mas não sou! Só preciso lembrar de onde venho!

Dando um leve tapinha no ombro da menina:

-Isso aí... Enquanto isso porque não ajuda Gabrielle a limpar os peixes!

A garota levanta uma das sobrancelhas altamente:

- Isso não vai me ajudar a lembrar!
- Não, não vai, mas irá te manter ocupada e ao nosso lado, se quiser que nada disso aconteça novamente! - diz Xena olhando para as feridas da menina.
- Ceeerto... To indo! - diz abaixando o olhar!

Elas almoçam e a menina ajuda em todos os trabalhos necessários no acampamento, Xena a observava, notava algo conhecido na menina, mas não sabia o que, pensava se era alguém que ela havia conhecido em varias de suas viagens, ou se era filha de alguns de seus antigos soldados.

Gabrielle pede que a garota busque água, dando-lhe os odres e indicando a direção do lago.

Enquanto pegava a água, a menina olhava para todos os lados, sentia que estava sendo observada, viu alguns animais perto, então pensou que fossem eles, mas não notou que quem a observava era a Deusa do Amor, Afrodite.

Ela volta ao acampamento, dá os odres a Gabrielle e observa Xena.

- O que ela está fazendo?

Gabrielle sem tirar os olhos dos seus afazeres.

- Está treinando!

Xena estava em um local mais aberto, dando golpes ao vento, a menina se aproxima sem falar uma palavra, só observando, cada movimento. Ao lado da guerreira, ela começa a tentar imitá-la, Xena a olha com o canto dos olhos e não diz nada, o que faz a menina continuar ali com mais confiança.

Gabrielle observa a cena, fica impressionada com a capacidade e facilidade com que a menina repetia os movimentos, notava a força nos movimentos tanto de Xena quanto o da garota, quando um pensamento lhe invade a mente. “Elas tem o mesmo olhar!” e continua a observar fascinada.

Xena para de treinar e olha nos olhos da menina e nota a variação de cores nos olhos, às vezes azul, às vezes verde, ao ver os olhos verdes da menina brilharem, ela não deixa de pensar. “Os olhos da Gaby”. Xena se vira como se procurasse algo entre as árvores, a menina observa sem entender, ela pega dois galhos de uma árvore, tira algumas folhas e joga para a menina, com a espada corta as pontas deixando-as iguais, repete o processo com o outro galho, mas este fica com ela.

- Notei que gosta de lutar... Quero treinar um pouco com cajado!
- Mas eu não sei lutar com isso. - diz a menina olhando para o galho.
- Vai aprender então! - diz Xena mandando-lhe um golpe de cima para baixo.

A menina no susto consegue aparar o golpe, mas com a força de Xena o bastão voa longe de suas mãos. Xena pega o cajado e o coloca na mão da menina.

- Assim que se pega corretamente! - diz posicionando as mãos da menina sobre o cajado.

Com um misto de medo e excitação:

- Ta... Pode começar de novo?

Xena esconde um pequeno sorriso, assentindo com a cabeça, dá um passo atrás e fica em posição de ataque, a garota imita cada movimento.

A guerreira ataca, mas não com força, apenas para indicar como se faz. A menina entende. Elas ficam assim por um bom tempo.

- Pronto, agora podemos lutar de verdade!

A menina esbugalha os olhos com medo, mas segura o cajado com confiança, pronta para luta. Tendo noção de sua força Xena começa a atacar, a garota com jeito meio desajeitada no inicio, consegue aparar alguns golpes, ela recebe golpes vindos de cima, pelos lados, de baixo. Xena ri com satisfação ao ver à evolução da menina com tão pouco tempo de treino, ela brinca, várias vezes ao ver a garota quando esta não conseguia aparar os golpes. Xena faz um movimento em circulo com o cajado e derruba a garota ao chão, segurando um pouco o riso.
       
- Chega de exercícios por hoje, preciso tomar um banho!

A menina, ao invés de descansar resolve continuar só com os exercícios, principalmente após reparar o olhar de Xena dado a Gabrielle. “Se eu aparecer ali agora é capaz de ela me matar só com o olhar” pensa a garota em um sorriso.

Gabrielle vê Xena se aproximar, percebia que Xena estava relaxada e calma.

- O que foi isso que eu acabei de assistir? - pergunta Gabrielle em um sorriso.
- Foi uma série de exercícios!

Gabrielle dá um leve tapa no braço de Xena em reação ao seu sarcasmo:

- Xena você, ensinou a ela como usar o cajado... Nem pra mim você ensinou, tive que aprender com a Ephiny.

Xena pega uma toalha e caminha em direção ao lago.

- Eu não ensinei nada... Só estava treinando!
- Hum rum... Sei! Mas Xena admita... Ela é uma ótima aluna, não é?!

Pegando na mão de Gabrielle, fazendo com que esta a acompanhe.

- Já tive melhores! Diz em meio sorriso olhando nos olhos de sua barda.
- Xena!!!

Gabrielle acompanha Xena até o lago sem nem notar por onde andava, de tão distraída que se encontrava. Xena pendura a toalha em um arbusto e começa a tirar sua armadura, notando o que Xena ia fazer, Gabrielle segura suas mãos impedindo-a de continuar, ela olha pelos lados da guerreira e vê que está fora da visão da mais recente convidada, então ela retira as mãos de Xena, olhando dentro dos olhos da guerreira, que já brilhavam em excitação ao reconhecer o olhar de Gabrielle.

- Eu tiro pra você!

A barda retira a armadura de Xena e coloca de lado, então ela começa a retirar o vestido de couro, com calma, fazendo questão de que Xena notasse cada movimento que estava sendo feito, após ter tirado o couro, Gabrielle o joga, assim como fez com a armadura. Em poucos minutos Xena estava completamente nua. Gabrielle dá um passo atrás e observa cada detalhe do corpo daquela mulher que ela não cansa de olhar, a pele morena ficava mais evidente com o brilho do entardecer e os olhos, ”Zeus, que olhos!” Era o que Gaby pensava.

Ao perceber que estava sendo analisada pela barda, como inúmeras vezes já havia acontecido, Xena se aproxima, segurando os ombros de Gabrielle, não desviando o olhar.

- Minha vez! Diz com um sorriso malicioso surgindo em seu rosto.

Xena desliza as mãos sobre os ombros de Gabrielle e aproveitando o movimento desliza as alças de seu top, retirando-o e jogando-o no mesmo local em que estava sua roupa. Em meio uma dança, Xena começa a se abaixar, para retirar a saia de Gabrielle, sem tirar seus olhos dos dela. As mãos quentes de Xena deslizaram com a saia pelas pernas de Gabrielle, a guerreira esboçou um sorriso malicioso, em seguida mordiscou a coxa da poetiza, fazendo-a arrepiar, suas mãos subiram pelo corpo macio e atraente, sentia a pele quente enrijecer com a brisa da noite que se aproximava. Xena levanta-se e abraça o corpo da barda, envolve em um abraço terno, e move-se ao redor dela. Chegando às suas costas, abraça Gabrielle por trás, os lábios encostam em seu pescoço, a poetiza sente o corpo envolvente da guerreira exalando calor, estava fervendo de desejo. As mãos de Xena tocaram os seios de Gabrielle, enquanto sua boca passeava entre o pescoço e a orelha de sua barda, esta fechou os olhos para sentir os toques, mas em seguida voltou a si.

- Xena, não podemos.
- Por quê? – indagou Xena, sem soltar Gabrielle.
- A garota, ela pode acabar nos vendo aqui, seria desagradável, vamos pra água. – respondeu Gabrielle, virando-se pra Xena, deu-lhe um selinho e puxou sua guerreira pela mão, demonstrava urgência, estava com o corpo em chamas.

As belas silhuetas entraram na água, os corpos enrijeceram, Xena que ia logo atrás de Gabrielle, sendo “arrastada”, puxou a mão da poetiza, quando a água estava abaixo em sua barriga, e nos seios de Gabrielle.

- Então, será que ao menos um banho eu posso te dar? – perguntou Xena, aproximando-se da barda.
- Só se for um banho de língua. – Gabrielle estava excitada, chegou a corar com as suas palavras um tanto devassas.
- Uau! – exclamou Xena - É assim que eu gosto! – completou sussurrando no ouvido da amada.
       
Xena percebeu a excitação extrema de Gabrielle, então envolveu seus lábios com os dela, num beijo quente e prolongado, suas línguas se tocaram por alguns segundos, brincaram lentamente uma com a outra, seguido de chupadas no lábio inferior da barda, Xena sabia que isso deixava as pernas de Gabrielle bambas. O beijo lentamente se desfaz e elas se entreolharam nos olhos, o amor era evidente nos gestos das guerreiras.

Gabrielle beija o pescoço de Xena e nada para longe a provocando. A guerreira começa a seguir, os braços fortes tentavam agarrar as pernas da barda que nadava e ria.

- Volta aqui, sua maluquinha! – gritava Xena, rindo das molecagens de Gabrielle, que jogava água no rosto da guerreira e mergulhava escondendo-se.

Em um dos mergulhos, Gabrielle deu de cara com Xena, que a segurou com firmeza, puxando-a para a superfície, elas riram, o tesão só aumentava, quando as bocas novamente se encontraram, Xena também estava no auge de sua excitação, ver o corpo de sua poetiza nu e molhado a deixava embriagada de desejo, segurava a barda de modo que ela mal conseguia se mexer, sugou a língua de Gabrielle, que lubrificou-se com um súbito arrepio de prazer. Quando Xena a segurava daquela maneira, não tinha como escapar. Gabrielle amava aquele jeito selvagem e romântico que só sua guerreira possuía.

- Como eu queria que estivéssemos em um lugar reservado, poderíamos finalizar essa noite. – disse Gabrielle, cessando o beijo, e olhando nos olhos azuis da guerreira, que agora demonstravam um desejo ardente.
- Infelizmente não podemos, mas isso não nos impede de nada – Xena chupou o lóbulo da orelha de Gabrielle e sussurrou – Não faça barulho...

A guerreira desceu para os seios da barda, apertou-os e chupou com certa força, deixando-os eriçados, em seguida a boca quente desceu para o umbigo, envolvendo-o com os lábios, beijou passando a língua levemente em volta dele, seus dedos procuraram pelo sexo de Gabrielle, sentiu o néctar de sua amada escorrendo misturando-se a água quente de fim de tarde, introduziu dois dedos vorazmente, sua boca subiu novamente, sem deixar os corpo da barda, chegou até seus lábios, beijaram-se, a mão de Xena movimentava-se bruscamente, Gabrielle podia sentir aqueles dedos ágeis entrando até o fim, deixando-a sem ar, a mão da guerreira tocava seu clitóris a cada movimento de vai-e-vem, a barda teve de se segurar nos ombros de Xena, pois sua vontade era de se deitar e se entregar totalmente, deixar com que sua guerreira explorasse seu corpo inteiro. A guerreira retirou seus dedos quando percebeu que a barda já estava excitada o suficiente para que pudesse tomá-la como queria, passou o dedo no clitóris de Gabrielle, conferindo o grau de excitação da barda, sentiu então que o pequeno músculo estava com o dobro de seu tamanho normal, chegava a pulsar com o toque de seus dedos, Gabrielle gemeu com o toque delicado. Xena sem pensar, seguiu seu instinto selvagem, o desejo a possuiu, queria sentir a excitação de Gabrielle em sua boca.

Xena interrompeu o beijo, respirou fundo, e em seguida mergulhou, rapidamente Gabrielle sentiu as mãos da guerreira abrirem suas pernas e a boca encostar em sua virilha, aproximando-se de seu sexo, então em segundos o clitóris de Gabrielle pulsava na boca da guerreira, a língua o massageava com suavidade, deixando rígido e extremamente quente, as mãos de Xena seguraram os lábios do sexo de Gabrielle abrindo-os para explorar com a língua quente e possuidora, sugou o néctar da doce da barda, em seguida a língua invadiu profundamente sua cavidade, as pernas de Gabrielle amoleceram, Xena a segurou sem retirar sua língua, o que fez com que a barda soltasse um gemido que ecoou por todo o lago.

Xena poderia agüentar até dez minutos debaixo da água.

A poetiza estava com o corpo em chamas, os músculos contraindo, próximo ao prazer súbito, quando ouve uma voz.

- Gabrielle, teremos o que comer esta noite?

Era a garota que haviam salvado, ela havia procurado pelas guerreiras, e as encontrara justamente nessa hora, no entanto, ela só podia ver Gabrielle, que tentava se controlar dos espasmos que Xena causava em seu corpo, era quase impossível controlar, ela mordia o lábio, tentava falar, mas as palavras não saiam.

- Você está bem? – indagou a garota.
- Si-sim... – foi a única coisa que conseguiu responder, tentou afastar Xena que estava totalmente alheia sobre a presença da garota, mas não conseguiu, Xena achava que era uma forma de demonstrar prazer, e a segurou com mais firmeza, empenhando-se ainda mais, o que levou Gabrielle a loucura.
- Onde está sua amiga Xena?

Gabrielle respirava ofegante, não sabia o que responder, estava quase tendo um orgasmo na frente da garota, tentou mais uma vez afastar Xena quando sentiu que uma onda de prazer invadia seu corpo, o prazer inundou todos os seus sentidos, não pode mais ouvir a voz da garota, nem pensava em mais nada, o corpo estremeceu violentamente, as pernas amoleceram e ela se deixou afundar, encontrando com Xena, que já quase sem ar subiu rapidamente à superfície.

- Xena!

A guerreira deu de cara com a garota há quatro metros de onde estavam.

- O que você... – Xena foi interrompida por Gabrielle que voltou à superfície.
- Aqui está a Xena, ela estava lavando meus pés. – a barda sorriu exageradamente, sentindo o rosto corar com a mentira deslavada.

Xena olhou para Gabrielle, segurou o riso, nem Joxer acreditaria naquilo.

- Oh, sim... – a garota abaixou o olhar, ficando corada, mas tentou disfarçar. – Desculpe atrapalhar o banho de vocês, mas estou faminta, só gostaria de saber se iremos ter uma janta.
- Assaremos os peixes restantes do almoço. – disse Xena. – Agora dê licença queridinha, vamos nos vestir.
- Me desculpe, estarei esperando no acampamento.

Xena olha para Gabrielle e sorri por conta da situação.

- Que sufoco Xena! Ela deve ter desconfiado. – falou Gabrielle.
- Sem dúvidas, mas quem mandou xeretar? Bom, teremos de ir jantar, se não ela virá nos incomodar novamente.
- Eu poderia ter disfarçado melhor se você não tivesse essa habilidade maravilhosa com a língua. – a barda beijou o lábio de Xena, que sorriu levemente. – Mas você me deixa descontrolada, você é incrível! Eu te amo.
- Também te amo Gaby, você é um furacãozinho. - Xena beijou os cabelos molhados da poetiza e abraçadas saíram da água, trocaram-se e voltaram ao acampamento.
 
A menina que voltava apressada do lago não conseguia controlar o riso, era um riso de vergonha misturado com nervosismo.

“Xena vai me matar” pensava ela, em meio os risos. Ela acha um tronco e se senta, pega um graveto qualquer e começa mexer com a terra, sem um real motivo na tentativa de tirar a cena da mente. Provavelmente tentando fazer um buraco para colocar a cabeça.
       
Xena e Gabrielle retornam, a guerreira ri ao notar o olhar desajeitado de Gabrielle, quando esta olhou para a garota que segurava um riso teimoso.

Xena passa por ela pegando seu braço:

- Vem comigo!

A menina levanta e com andar desajeitado a segue.

- Acho que você já tem idade o suficiente pra saber o que estava acontecendo ali, não?! - diz olhando dentro dos olhos da garota.
- Xena, me desculpe, não queria atrapalhar... Mas eu estava faminta e quando estou com fome não ouço a voz da razão, só a do meu estômago gritando!
- Mas você não podia ter esperado?!...

A menina levanta os ombros indicando claramente “Não sei!”:

- Xena... Eu entendo, sei que você ama a Gabrielle e vice-versa e que necessitam de privacidade... Não acontecerá novamente!

Observando a sinceridade nas palavras da adolescente.

- Assim espero!!!

As duas voltam para o lado de Gabrielle, que acendia o fogo, para assar os peixes. Xena manda um olhar à garota, que entende o recado.

- Gabrielle... Será que eu posso falar com você um instante?

A barda assente e se levanta.

- É... Bem eu gostaria de pedir desculpas, sei que apareci em uma hora... Inoportuna. Então me perdoe!

A poetisa cora, mas tenta manter a linha.

- Tudo bem... Não tinha como saber!

Elas retornam ao acampamento, e seguem com o jantar. Depois do jantar e de um breve descanso...

- Eu vou tomar banho! - diz a garota.

Esta se distancia, até sumir das vistas das guerreiras.

- O que aconteceu hoje foi muito engraçado! - diz Xena rindo.
- Foi... Mas espero que não se repita! - Gabrielle pára e ordena seus pensamentos, então continua. - Sabe... Eu gosto dela, sinto que a conheço, com certeza cuidaria dela como se fosse uma filha se necessário! - pára e pensa novamente e fica notavelmente alterada. - E se ela não se lembrar de onde é Xena? Que faremos? Nós não podemos deixá-la aqui, viu o que aconteceu, pode acontecer de novo!
- Gaby... Calma! Um passo de cada vez, por enquanto ela fica conosco, mas, se ela lembrar, cabe a ela escolher, mas sugiro que não se apegue a ela!

A garota chega ao lago, tira seu tênis, sua calça jeans, a blusa e suas roupas íntimas. Ela entra no lago um pouco desconfiada, na verdade com medo de uma das duas mulheres lhe dessem o troco. No banho ela tenta lembrar de sua origem, mas não consegue lembrar de nada, mas sempre tem a sensação de conhecer Xena e Gabrielle, tentava puxar na memória, mas era em vão o seu esforço. “- Não sei nem o meu nome, como me lembrarei delas?” Essa era a única frase que lhe invadia a mente. Ela termina de tomar o banho, se veste e volta ao acampamento, ao chegar vê que as guerreiras aparentemente estavam dormindo, já que Gabrielle estava com seu rosto completamente afundado no pescoço de Xena, com uma perna sobre ela e Xena estava envolvendo-a em seus braços, no instinto de protegê-la. A garota pega umas cobertas que estavam separadas as estende no chão e deita, logo pega no sono.

- Xena... Temos que dar um nome para ela! - diz Gaby em um sussurro.
- Gabrielle... Volte a dormir! Amanhã veremos isso ok! Agora durma!
- Mas...

A voz de Gabrielle é interrompida com um leve beijo.

-Desse jeito é ruim de eu pegar no sono! - diz a poetisa em meio risos.

A guerreira lhe sorri, a abraça mais forte e a traz para mais perto, se é que isso ainda é possível.

- Vamos dormir está bem?

A noite se torna dia, Xena ouve som de passos próximos, ela olha para Gabrielle que estava acordando com os sons, em um sinal quase que imperceptível com a cabeça, Xena lhe avisa a hora de levantar. As duas levantam com rapidez ambas segurando suas armas, Gabrielle um pouco zonza, com os cabelos emaranhados, grita.

- Ta... Pode ficar paradinho aí! Eu estava em um sonho tão bom e você veio perturbar!

Elas notam os arbustos se mexerem, com isso a poetisa fala novamente.

– Da pra sair daí de trás por favor?!
- Gabrielle... - diz a Guerreira em risos ao notar que a garota não estava ali.

Gabrielle a ignora e continua a pedir que seja lá o que for saia de trás dos arbustos.

- Saia... Já...
- Gabrielle... Gaby... Quem ta ali não vai sair agora não! - diz em gargalhadas.

Levando sua atenção a Xena.

- Porque não?! - diz ainda zonza.

A guerreira chega mais perto da Barda e lhe ajeita os cabelos que ainda estavam bagunçados.

- Gaby olha em volta... Veja o que está faltando... Ou melhor quem está faltando?

Ela olha envolta, olha para Xena novamente e volta a olhar no acampamento, ela olha no local onde a garota deveria estar dormindo e começa a rir e ri ainda mais alto ao ver a garota saindo de trás dos arbustos, totalmente envergonhada com o acontecido.

- A natureza me chamou! - diz a garota com os olhos baixos de tanta vergonha.

Gabrielle não consegue parar de rir e Xena se junta a ela, no fim todos acabam sendo contagiados pela situação embaraçadora.

Xena vai tomar seu banho matinal e para evitar maiores constrangimentos, Gaby fica fazendo companhia à garota.

- Precisamos lhe arranjar um nome, já que não lembra o seu... Pelo menos até se lembrar!
- E a senhora já tem um em mente?

A partir da palavra senhora Gabrielle não ouviu mais nada, com as sobrancelhas erguidas, movimentando apenas os lábios, repetiu a palavra.

- É ... Senhora não. Ela ri um pouco. - apenas Gabrielle está bem?!
- Desculpa... Mas então tem algum em mente?
- Não... Mas pensarei!

Após um tempo, Gabrielle nota Xena voltar ao acampamento, ela pega as suas coisas e vai ao encontro da Guerreira, ao se encontrarem, Xena apenas lhe sorri, mas Gaby lhe belisca a bunda, fazendo com que esta desse um pequeno gemido.

- Adoro quando faz isso! - diz Gabrielle em risos, lhe dando as costas continuando a andar.

A guerreira não agüenta e volta ao acampamento rindo. Tudo estava correndo bem, todas estavam com um ótimo humor.

Xena e a garota arrumam o acampamento para assim que esta tomasse banho caíssem na estrada.

Em meio aos acampamentos Xena e Gabrielle ensinavam a garota como se defender com mais técnica e a caçar, o que neste ultimo a garota se mostrou péssima ao ter pena de matar “os bichinhos.”

As guerreiras sempre se pegavam analisando a garota, impressionadas com sua evolução em técnicas.

- Então já pensou em um nome para mim Gaby?!

Em um largo sorriso.

- Ah sim eu pensei... Hum que tal Pandora?!

Xena ouve o nome e ergue uma das sobrancelhas.

- Nós já não conhecemos uma mulher com esse nome? Acho que ela levaria a fama que precede esse nome Gaby!
- É você tem razão! - virando a atenção a garota.- Que tal... Sandy!

Ao ouvir esse nome tanto a garota quanto Xena fazem um olhar de reprovação e nojo, as duas em uníssono.

- Muito meigo... Ecaaa!

Ao ver as duas Gabrielle ri. Depois de vários nomes sendo ditos de várias caras de nojo e reprovação a barda resolve fazer uma última tentativa.

- Ta ... Então que tal Nahara?

Ao ouvir o nome Xena logo faz uma cara de reprovação.

- Não esse nome não!
- Por quê? - diz uma Gabrielle curiosa.
- Me lembra a Najara e eu não gosto de lembrar dela!
- Ah Xena, faz tempos que não sabemos de Najara e além disso quem tem que escolher é a menina. - virando a atenção à garota. – E então que acha de Nahara?

Ela pensa, repete o nome varias vezes e em vários tons de voz, Gaby ri.

- Gostei... Nahara!

Xena faz um olhar de desgosto e olha para Gabrielle, que apenas movimentando os lábios diz.

- “Ela gostou!”

A guerreira realmente odiou, o nome dado a menina, mas deixou passar, pensava que estava agindo feito criança, então resolveu aceitar.

Mais uma vez elas caminhavam em trilhas. Nahara esfregava o rosto toda vez que uma pessoa passava e a olhava estranhamente.

- Para onde vamos? - pergunta Nahara curiosa.

Xena e Gabrielle estavam a cavalo e a garota a pé, o que a deixava frustrada e louca pra que chegasse logo o tal lugar.

- Primeiro... Arranjar roupas de verdade pra você, está chamando muita atenção assim.

A garota se olha.

- Ah é por isso que me olham por onde eu passo, achei que estava com o rosto sujo, estou esfregando o rosto há horas está até ardendo!

Elas chegam a uma cidade. Xena compra as roupas e entrega a garota que olha e faz uma cara de que não gostou.

- É isso ou você terá que andar nua... Joguei suas roupas fora!
- Mas essas roupas mostram tudo!
- São iguais às minhas! –Diz Gaby exaltada e se olhando.

Realmente as roupas eram do mesmo modelo do de Gabrielle, mas ao invés de ser em um tom de vinho, era preto com detalhes em roxo.

- Bem pelo menos gostei da cor. - diz a menina após vestir a roupa, se sentindo completamente desconcertada ao notar os olhares a seu corpo.
- Depois você se acostuma. - diz a barda se aproximando da menina.
- Odeio que me olhem, os homens parece que querem me comer viva e as mulheres me matar, o mais reconfortante é que das duas formas eu morreria.

Gabrielle caminha mais à frente para seguir o ritmo de Xena.

- Reparei algo em comum entre você e a Nahara!
- O que?! - pergunta Xena, mas sem tirar os olhos do caminho a ser seguido.
- Ela é sarcástica, igualzinha a você!
- Oh! Não me diga!
- Ta vendo, é perfeito!

A guerreira nota uma movimentação estranha, ela começa a andar com mais cautela, Gabrielle entendendo faz o mesmo, sempre observando, ela vai até Nahara, para que se algo aconteça possa protegê-la, como Xena várias vezes fez por ela.

Várias mulheres com máscaras descem de árvores e as cercam, percebendo que eram amazonas Xena logo cruza os braços acima da cabeça, fazendo o sinal de paz, seguida por Gabrielle que indica a menina a fazer o mesmo.

As Amazonas ignoraram o sinal de Paz, Xena começa a desembainhar sua espada, mas pára ao ver o olhar de reprovação da barda.

Ambas são levadas ao território Amazona, Gabrielle falava em vão que era a rainha, mas amazonas a ignoravam por completo.

- Elas são muito novas, talvez por isso não a reconheçam. - diz Xena em um rosnado olhando com raiva para uma das garotas amazonas ao retirarem seu chakram.

Elas foram colocadas em uma cela. Antes que a última das amazonas saíssem, Gabrielle a segura.

- Olha está havendo um engano... Eu sou a Rainha!

A amazona lhe dá um sorriso irônico:

- Se você é a Rainha eu sou a Deusa do Amor!

A jovem Amazona a olha de cima a baixo e continua a falar:

- Nossa Rainha nos abandonou, há anos que não a vejo, pra se ter uma idéia, só a vi uma vez... E nesta vez eu era apenas uma criança.
- E pelo visto não deixou de ser.

Ao ouvir a voz de Xena, a amazona simplesmente a olha e retruca.

- Não foi eu a capturada por um monte de crianças!

Gabrielle da um olhar para a guerreira, que compreende o que ela quer dizer, voltando sua atenção novamente à menina.

- Acredite, só está viva por isso!

Ficaram presas por muito tempo, Xena se movimentava como um leão enjaulado, odiava ficar presa. Nahara, observava cada local e cada movimento das mulheres que via, ficou impressionada com uma arma diferente que viu, parecia um cassetete, sendo que mais longo e parecia ser feito de um material muito resistente, talvez ferro ou um outro material. A mulher que treinava com eles fazia movimentos circulares, chegava a ouvir o uivo do vento com tanta rapidez que era feito os círculos, virava a parte mais longa da arma e insinuava bater em algo, a amazona usava dois deles, um ela usava para defesa e o outro para ataque.

A amazona que Xena havia chamado de criança se dirigiu a uma mulher que aparentava ser um pouco mais velha que ela.

- Senhora, há três mulheres na cela e uma delas fala que é a rainha de nossa tribo!

A mulher se levanta rapidamente de sua mesa.

- Me leve até ela!

A mulher chega. Gabrielle estava sentada em um canto na cela, ao ver a aproximação da mulher ela se levanta.

A amazona a observa, olha minuciosamente. Xena ao notar o olhar da mulher se levanta e vai parar atrás da poetisa, dando um olhar repreendedor à amazona ela toma a mão de Gabrielle. Erguendo uma sobrancelha ela novamente olha para a amazona com um olhar que diz ”Ela é minha”. A amazona ignora o olhar da guerreira, deixando claramente que não a teme.

A mulher se vira, para a jovem amazona:

- Soltem-na!

Apontando para a Gabrielle.

- Está é a nossa Rainha. 

 Gabrielle sai da cela, antes que Xena e Nahara saiam a porta se fecha.

- Elas estão comigo... Deixe-as sair!
- Elas não são amazonas, por tanto permanecerão na cela!

Adotando um ar de Rainha que verdadeiramente é.

- Eu sou a Rainha e pelo que eu saiba vocês me devem obediência, já que isso aqui não é uma democracia... Então, quero quer abra esta cela agora e deixe-as sair.

A amazona a olha seriamente dentro dos olhos, mas não faz nenhuma menção de obedecer, vendo isso Gabrielle ainda mais enfática em um tom de voz mais firme.

- Isto é uma ordem!

A mulher alta de corpo esguio, cabelos ruivos e olhos negros, a olha por cima, mas em segundos abaixa o olhar, ao ouvir a ordem de sua rainha.

- Sim minha Rainha!

Ela abre a cela e as mulheres saem, ao passar pela amazona Xena lhe dá um meio sorriso e abraça Gabrielle, logo em seguida Nahara sai.


Continua...